BARRA CLUSTER
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RIO OLYMPIC PARK
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OLYMPIC AQUATICS STADIUM
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IBC / MPC (INTERNATIONAL BROADCAST CENTER / CENTER OF THE PRESS)
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OLYMPIC INDOOR TRAINING CENTER
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OLYMPIC INDOOR TRAINING CENTER
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OLYMPIC INDOOR TRAINING CENTER
 
 
OLYMPIC INDOOR TRAINING CENTER
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OLYMPIC INDOOR TRAINING CENTER
 
 
MARINA DA GLORIA - SAILING
 
 
FLAMENGO PARK - RACE WALKING AND CYCLING (ROAD)
 
 
COPACABANA STADIUM - BEACH VOLLEYBALL
 
 
FORT COPACABANA - TRIATHLON AND MARATHON SWIMMING
 
 
LAGOA RODRIGO DE FREITAS - CANOE AND KAYAK (FLATWATER)
 
 
X-PARK – CYCLING
 
 
X-PARK – CANOE/KAYAK (SLALOM)
 
 
X-PARK – CYCLING (MOUNTAIN BIKE)
 
 
NATIONAL EQUESTRIAN CENTER
 
 

Candidatura Olimpíadas Rio 2016

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Endereço
Rio de Janeiro, Brasil
Ano
2016
Custo
1Bn+
Pisos
20-100 Stories

Depois de liderar, em 2005, a equipe multidisciplinar responsável pelo premiado projeto do Complexo Esportivo de Deodoro para os Jogos Pan-americanos, realizados na capital fluminense em 2007, os arquitetos Bruno Campos e Marcelo Fontes (do escritório BCMF ARQUITETOS, de Belo Horizonte MG) voltam se envolver com um grande projeto arquitetônico esportivo_ desta vez o das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Além de Bruno Campos e Marcelo Fontes, também participaram do projeto vencedor os arquitetos Silvio Todeschi e Carlos Teixeira, responsável pelo paisagismo. Para vencer a concorrência realizada pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) em 2008, os arquitetos tomaram a decisão de não aceitar novos clientes durante o período e dedicar-se, durante quase um ano, exclusivamente à concepção da arquitetura das Olimpíadas, ao lado de 20 profissionais e parceiros de seu escritório. O Dossiê da candidatura brasileira foi considerado pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) como da “mais alta qualidade técnica” entre as quatro cidades concorrentes – Rio, Tóquio, Chicago e Madri. No total, a BCMF entregou mais de 700 arquivos de projeto entregues ao Comitê Organizador, além das perspectivas e plantas finais incorporados ao Dossiê .

O escritório foi responsável pela concepção dos estudos preliminares (de arquitetura e paisagismo) da maioria das edificações que precisarão ser construídas e ampliadas, trabalhando em conjunto com a equipe Rio2016 e a consultoria internacional EKS/JBD (responsáveis pelos projetos operacionais e overlay), atendendo a tudo o que será necessário para o perfeito funcionamento das Olimpíadas, a partir dos pré-requisitos determinados pelo COI e de estratégias definidas pelo COB junto com os três níveis de Governo (Prefeitura, Estado e União). A BCMF foi responsável pela arquitetura de 17 novas instalações permanentes e a complementação de 3 instalações existentes, principalmente nas regiões da Barra da Tijuca e Deodoro (Zona Norte do Rio, onde já haviam feito o projeto do Complexo Esportivo de Deodoro para o Pan 2007). Além disso, o escritório também deu suporte para a equipe Rio 2016 no desenvolvimento de algumas instalações temporárias especiais e foi responsável pela maioria das imagens do Dossiê.

Conforme definido pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), juntamente com os diversos níveis de Governo, as instalações para as Olimpíadas de 2016 foram agrupadas em quatro grandes zonas distintas da cidade: Barra, Copacabana, Maracanã e Deodoro, “clusters” que serão ligados por um eficiente sistema de transporte viário e de trens de alta performance. Essa estratégia pretendeu distribuir os benefícios diretos e indiretos dos jogos entre todos os habitantes do Rio de Janeiro, através da construção de instalações e melhorias a partir de uma rede de infra-estrutura existente. Enquanto o cluster de Copacabana receberá principalmente a montagem de estruturas temporárias , os clusters de Deodoro e Maracanã terão suas instalações existentes complementadas e a Barra concentrará a maioria das novas instalações que precisarão ser construídas ou adaptadas.

No cluster da BARRA, a BCMF foi responsável pela a arquitetura e o paisagismo do novo Parque Olímpico do Rio (OLP), o principal projeto da candidatura (que abrigará 13 modalidades esportivas em quase 1.000.000m2), incluindo o Centro Olímpico de Natação (OAS), o Centro Olímpico de Hóquei sobre Grama (HTC), o Centro Olímpico de Tênis (TTC), o Velódromo Olímpico do Rio (ROV) , a Vila dos Patrocinadores (SPV), o IBC/MPC (Centro Internacional de Transmissão/Mídia Impressa) e o Centro Olímpico de Treinamento (ITC), uma grande estrutura contendo quatro arenas independentes (Basquete, Taekwondo, Judô, Lutas e Handball). Ainda na Barra, escritório foi responsável pela Vila da Mídia (MEV), onde ficará hospedada a imprensa em 85 prédios, a “Zona Internacional”_ área de convivência e apoio dos atletas da Vila Olímpica (OLV) , e também por um pavilhão temporário especial para o Levantamento de Peso (CRC-6), adjacente aos pavilhões existentes do complexo do Rio Centro.

No cluster de DEODORO, a BCMF foi responsável pelo X-Parque (XPR), um “parque de esportes radicais” que será uma nova atração que inclui os centros de Centro Olímpico de Ciclismo (BMX), o Centro Olímpico de Mountain Bike (MBK) e o Centro Olímpico de Canoagem/Caiaque Slalom (CAN), o Estádio Olímpico de Whitewater. O Centro Nacional de Tiro Esportivo (NSC), o Centro Nacional de Hipismo (NEC) e o Centro Nacional de Pentatlo Moderno (MNP)_ todas instalações já projetadas pelo escritorio para o PAN 2007 segundo padrões olímpicos_ precisaram apenas de pequenos ajustes e complementos, incluindo um novo Ginásio para Esgrima, Arena de Deodoro (MNP) e algumas estruturas temporárias .

Os trabalhos foram feitos sempre seguindo demandas e diretrizes definidas pelo Comitê Organizador Rio 2016 e seus consultores internacionais (EKS/JBD), em constante colaboração e interface com a equipe especializada responsável pelos Projetos Operacionais e de Overlay .

ARQUITETURA + PAISAGEM: CITYSCAPE

“Eu gostaria de ser um arquiteto no Rio de Janeiro. Quando você comete um equívoco, eu imagino, a natureza imediatamente vem em seu socorro”.
(Álvaro Siza)

De um modo geral, procuramos valorizar e enfatizar a paisagem do Rio de Janeiro, cuja beleza consegue ser surpreendente até mesmo em regiões suburbanas como Deodoro. O Rio tem se desenvolvido e crescido irregularmente em meio a montanhas, florestas, praias, lagos e pântanos, e poderíamos dizer que a natureza ainda predomina sobre a arquitetura na configuração geral da cidade. Mas apesar de sua notória e celebrada beleza_ e da especial e às vezes radical interação entre o meio ambiente natural e o construído_ a cidade (capital do país de 1763 a 1960) tem também uma longa tradição de espaços públicos abertos e de atividades ao ar livre, bem como de monumentos e arte pública.

Reconhecer as virtudes e condicionantes da natureza e da paisagem, acomodando as imposições da racionalidade construtiva às condições e especificidades do sítio, tem sido importante característica que distingue a arquitetura brasileira desde sempre. Não foi diferente no barroco das cidades históricas, na aclimatação do neoclássico do Império, na arquitetura moderna de Lucio Costa, Oscar Niemeyer e seus contemporâneos. Essa sensibilidade com o lugar reforça a arquitetura como uma infra-estrutura que participa e complementa a paisagem, lhe dá ordem e a redefine .

Dessa forma, diferentemente da abordagem de estruturas excessivamente icônicas de Pequim, procuramos privilegiar mais a integração das instalações com o contexto urbano e natural da cidade (“cityscape”) e a relação dos edifícios entre si. A tradição da Arquitetura Moderna do Rio de Janeiro (especialmente do período dos anos 50 e 60), envolvida pela natureza e pelo paisagismo exuberante, foi uma referência constante para nós, não só nesse projeto, mas desde sempre: Burle Marx, Olavo Redig de Campos, Affonso Eduardo Reidy, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Sérgio Bernardes, etc.

FICHA TÉCNICA

PROJETO: ESTUDOS PRELIMINARES ARQUITETÔNICOS DAS NOVAS INSTALAÇÕES PERMANENTES PARA A CANDIDATURA RIO 2016
CLIENTE: Comitê de Candidatura RIO 2016
LOCAL: Rio de Janeiro
DATA DO INICIO DO PROJETO: 2008
GERENCIAMENTO E COORDENAÇÃO GERAL: Comitê de Candidatura RIO 2016
ARQUITETURA e PAISAGISMO: BCMF Arquitetos – Autores: Bruno Campos, Marcelo Fontes e Sílvio Todeschi (Arquitetura), com Carlos Teixeira (Paisagismo). Colaboradores: Patrícia Bueno, Leonardo Rodrigues, Mateus Hermeto, Carolina Eboli e Sean Mc Neary
PROJETOS DE INSTALAÇÕES TEMPORÁRIAS (GAMES OVERLAY) E MASTERPLANS OPERACIONAIS: EKS/JBD (John Baker) e Equipe Rio 2016 (Ângela Ferreira, Ana Paula Loreto, Bárbara Fernandes, Flavia São Thiago, Izabela Hasek, Miguel Ciavarella e Patrícia Dias).
CONSULTORIA INTERNACIONAL: EKS/JBD
PRODUÇÃO GRÁFICA (Coordenação BCMF): Renderização: Casa Digital (Felipe Coutinho e equipe); Arte Final: Matiz (Fernando Coutinho e equipe); Modelos 3D (Sketch-up): Equipe B - Fernando Pacheco do Nascimento e Leandro do Santos Magalhães e equipe (Fernanda Albert Saliba, Francielle Evelyn Mendes Gomes e Luisa Soares da Cunha Guimarães).
INFOGRAFIA (Coordenação Rio2016): André Maya Monteiro, Luiza Kramer e Daniel Bokelman

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